terça-feira, 8 de setembro de 2009

Ironia de uma mulher que nega a si mesmo



Que educação ela recebeu?
Amor nunca foi importante.
O homem de sua vida é aquele que paga as contas.
Como ela mesmo diz:
- Nunca soube quanto custa um quilo de arroz.
Ela criou filhos, netos e bisnetos.
Mendigos.
Sempre precisou de damas de companhia.
Medo de ficar sozinha?
Ela precisa amar e torturar.
Sufocar.
Ela não sabe que seu amor faz mal...
Tortura psicológica.
- Se não é como quero, não presta. Deus não gosta de você. - ela diz.
Ela condena o sexo, mas tem muitos filhos.
Puritana que masturbou o marido no passado, através do bolso da calça.
Fofocas, fofocas, fofocas...
Dona de casa.
Ela nega a si mesmo o que acontece
e acredita na mentira que inventou.
No fundo não sabe o que fez?
Contradição.
Ela feri, sem arrependimentos.
Nada além do que dizer a simples verdade, declamada pela ignorância.
A pessoa que se diz sábia e conhecedora da vida.
Mentiras.
A dor é sua desculpa para não viver
e se lamentar
O que seria dela sem lamentações?
Em sua redoma vive no mundo falso da imaginação.
Sua auto-proteção.



Alter Ego: Isabel Forti - sentimento: Raiva.
08/09/2009 - 14:36h

3 comentários:

  1. Desireé deixando sua marca na literatura. Você ainda foi decente ao usar o exemplo do bolso...

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  2. Carolzita.... gostei do blog. Tava na hora, né?
    Ah, eu tenho um novo: http://la-chambre-jaune.blogspot.com/

    Já add o seu lá tb.

    XOXO

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  3. Bem bacana, o texto até me lembrou uma pessoa que conheço, heheh.

    Você escreve mesmo muito bem ^^

    Beijos.

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