Até hoje não sei se faria de novo. Penso, repenso sem chegar a conclusão nenhuma. O que ganhei com isso? Só uma desesperada gritando a minha porta.
Vou chamar a policía, ela dizia.
Não sei de nada, essas foram minhas únicas palavras e com tal argumento em defesa era óbvio que eu tinha culpa no cartório. Atendi Helena no portão do edifício onde moro, de pijamas. Ela me atropelou dizendo que conversaria em meu apartamento...
Meses antes, um grupo de amigos e eu nos reunimos numa lanchonete, conversávamos sobre nossas vidas, planos e a insatisfação por ainda desfrutar da companhia dos pais. Reclamavámos de vidas regradas, ríamos dos mais velhos, enquanto dicidíamos alí como não queriamos ser no futuro. Por que preferem engolir mentiras, vendar os olhos a verdade? Por que são tão radicais, os pais? As vezes pode se pagar um preço por isso, pela não conversa, pelo não acordo, as vezes um filho pode agarar-se a seus próprios valores, as vezes ele pode te desafiar e pode se tornar mais forte...
Sabrina saiu do colégio direto para faculdade. O plano? Se formar em administração e trabalhar com o pai. Aparência, compras, carro de presente... Trabalho? Sim, mas apenas por diversão, ela podia torar seu dinheiro sem se preocupar com contas. Manipulada pelos pais? Quem sabe...
O namorado? Mais novo, rico, com carro e apaixonado. Luís fizera a promessa de subir as escadas da Aparecida do Norte de joelhos caso se casasse com sua amada. Segredinho que contara apenas para mim, agora todo mundo sabe...
Três anos e eles quase foram um casal feliz. Sabrina se interessou por outro homem. Mais velho, condição financeira inferior, não era do tipo fazer vontades de uma menininha mimada. Sabrina se apaixonou. Eles trabalhavam na mesma empresa, se divertiam juntos, Sabrina até tentou resistir, mas...
Como ela mesma dizia...
- Ele é igual a mim, é extrovertido, feliz, gosta de sair e se divertir. O Luís é um velho! É indisposto, não gosta de bares, de música e nós brigamos demais.
- É realmente - eu tinha que concordar.
Luís perseguiu-os, inventou mentiras a respeito do caráter de Allan. Os pais da jovem foram envolvidos e envenenados pelo garoto disposto a tudo. Talvez tenha conseguido alguma coisa Luisito...
A família foi contra o envolvimento da filha com o bandido. Pré-conceito?
Numa bela manhã de quinta-feira, véspera de feriado Sabrina não foi trabalhar. Impedida de sair de casa pela mãe. O celular confiscado, fora assim que a prisão domiciliar começara. Os fios do telefone foram arrancados da parede posteriormente... Isolada, Sabrina permaneceu sem comunicação.
A casa da família encontrava-se em reforma, sendo assim, as noites eram passadas no escritório aos fundos da residência. Roupas e pertences eram mantidos dentro da casa. No dia seguinte, pai, mãe e irmã saíram. O sobrado fora trancado, evitando assim que Sabrina se aproximasse. Ela podia circular apenas pela garagem, piscina e escritório.
Um monte de areia localiza-se abaixo de uma das janelas. Rebeldia? Sabrina afundou os saltos do scarpin na tentativa desenfreada de entrar em casa. Os transeuntes na rua observavam-na curiosos através das grades no portão. Sabrina sempre fora "louca das idéias."
Perseverança, ela venceu? Entrara na casa como um moleque travesso e consertara os fios do telefone...
Agora um detetive vigiava a garota por todo o lugar que fosse, ou pelo menos, a mãe a fizera acreditar nisso... Ela nunca saberia ser verdade ou não.
A biblioteca da faculdade passou a servir de ponto de encontro para Allan e Sabrina. Foi assim que tudo fora planejado...
Os amigos se reuniram no Bobot´s para mais um lanche antes das aulas. Nenhum de nós acreditou quando Sabrina nos comunicou o que faria. Ela não seria louca, seria? Vamos rever os conceitos... Dinheiro, carro, faculdade, compras e por aí vai...
- É muita responsabilidade...
- Você é doida!
- Ela não largaria tudo o que tem... - diziam as amigas.
Comentários, opiniões, fofocas. Tudo indicava que não.
Porém me assustei quando percebi ser verdade. E foi pior ainda quando me vi envolvida, ajudando com as malas, carregando-as pela rua. Oito malas! Muito discreto para quem vai fugir...
A bagagem de Sabrina permaneceu comigo até o dia seguinte. Outra mochila e uma enorme sacola chegou em minha casa na tarde seguinte, Sabrina veio junto. Nós duas esperamos Allan na entrada do edifício onde moro...
Malas, porta-malas, abraços e agradecimentos, adeus, foi assim a despedida. Rápida e prática.
E eles se foram...
Eu permaneci ali, envolvida pela agonia. Ela foi para outra cidade. Eu não sabia a localização exata e sentia os minutos passarem antecedendo a confusão prestes a estourar...
Quando o interfone tocou fui atender Helena, a mãe de Sabrina, de pijamas. Ela me atropelou...
Em casa: choro, escândalo, pedidos e ameaças. Arrependimento?
Ela fez o que ninguém imaginou.
Reprimida. Injustiçada.
Ela tomou medidas que mudaram sua vida para sempre, mesmo que no futuro volte atrás.
Ela desafiou quem cruzou seu caminho.
Venceu!
Agora, aproveita a liberdade adquirida.
Faz besteiras, piercings e tatuagens.
Alguns a julgam...
Talvez tenha "despirocado," mas eu a entendo perfeitamente...
!LIBERDADE!
Hoje não posso atender o telefone e sei que se um dia Sabrina voltar não poderei mais visitá-la. Ah! Também me escondo de seus pais na rua, pelo menos até a poeira baixar... Vez ou outra penso nas consequências. Remorso? Nem eu sei... Essa foi a coisa mais louca que fiz em toda minha vida, talvez o começo de uma revolta, minha revolta, num futuro... Me orgulho? Não, mas também não me envergonho. Foi emocionante. Podem dizer que não tenho coração, que não pensei na família, mas meus valores já são invertidos e minha experiência em opressão é grande... De certa forma são em atitudes desesperadas que as pessoas crescem e amadurecem, tanto em Sabrina, como em Allan e pais de ambos foram cravadas marcas aquela noite. Em minha família e em mim que presenciamos também, de certa forma alguma lição todos tiramos disso...
Baseado em fatos reais
Texto reformulado em:
Inicío: 11/10/2009
Término: 12/10/2009 as 03:52h.
* Texto original escrito em 08/07/2008
Personagens:
Sabrina e Helena Akemi
Allan Linddgger
Luís Begliomini
sábado, 10 de outubro de 2009
sábado, 19 de setembro de 2009
O prazer dele...
Seu grito é interno.
Ele esconde o que sente e foge dos problemas...
Fugas que destroem suas veias e trazem maiores complicações.
Círculo Vicioso?
O último suspiro e ele cai.
O corpo rígido.
Se transforme no que quiser agora...
O anestésico é seu consolo?
Ele tenta chamar atenção, em vão.
A família fútil e cega não percebe o que ele faz a si mesmo.
É fácil substituir tudo por dinheiro. Como é gasto? A mãe nem sabe...
As seringas guardadas em lugares estratégicos e absurdos.
Ninguém nunca encontrou...
Prazer na destruição? A própria destruição!
Vícios, psiquiatras, remédios, humilhação...
Por mais que tente se desvencilhar o passado desgraçado já o dominou.
Será mesmo que conseguiu se libertar?
Eu tenho minhas dúvidas...
Data de início: 19/09/2009
Término: 07/10/2009 às 00:50h - Inspirado no personagem Rian Bittencourt
Ele esconde o que sente e foge dos problemas...
Fugas que destroem suas veias e trazem maiores complicações.
Círculo Vicioso?
O último suspiro e ele cai.
O corpo rígido.
Se transforme no que quiser agora...
O anestésico é seu consolo?
Ele tenta chamar atenção, em vão.
A família fútil e cega não percebe o que ele faz a si mesmo.
É fácil substituir tudo por dinheiro. Como é gasto? A mãe nem sabe...
As seringas guardadas em lugares estratégicos e absurdos.
Ninguém nunca encontrou...
Prazer na destruição? A própria destruição!
Vícios, psiquiatras, remédios, humilhação...
Por mais que tente se desvencilhar o passado desgraçado já o dominou.
Será mesmo que conseguiu se libertar?
Eu tenho minhas dúvidas...
Data de início: 19/09/2009
Término: 07/10/2009 às 00:50h - Inspirado no personagem Rian Bittencourt
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Ironia de uma mulher que nega a si mesmo

Que educação ela recebeu?
Amor nunca foi importante.
O homem de sua vida é aquele que paga as contas.
Como ela mesmo diz:
- Nunca soube quanto custa um quilo de arroz.
Ela criou filhos, netos e bisnetos.
Mendigos.
Sempre precisou de damas de companhia.
Medo de ficar sozinha?
Ela precisa amar e torturar.
Sufocar.
Ela não sabe que seu amor faz mal...
Tortura psicológica.
- Se não é como quero, não presta. Deus não gosta de você. - ela diz.
Ela condena o sexo, mas tem muitos filhos.
Puritana que masturbou o marido no passado, através do bolso da calça.
Fofocas, fofocas, fofocas...
Dona de casa.
Ela nega a si mesmo o que acontece
e acredita na mentira que inventou.
No fundo não sabe o que fez?
Contradição.
Ela feri, sem arrependimentos.
Nada além do que dizer a simples verdade, declamada pela ignorância.
A pessoa que se diz sábia e conhecedora da vida.
Mentiras.
A dor é sua desculpa para não viver
e se lamentar
O que seria dela sem lamentações?
Em sua redoma vive no mundo falso da imaginação.
Sua auto-proteção.
Alter Ego: Isabel Forti - sentimento: Raiva.
08/09/2009 - 14:36h
Amor nunca foi importante.
O homem de sua vida é aquele que paga as contas.
Como ela mesmo diz:
- Nunca soube quanto custa um quilo de arroz.
Ela criou filhos, netos e bisnetos.
Mendigos.
Sempre precisou de damas de companhia.
Medo de ficar sozinha?
Ela precisa amar e torturar.
Sufocar.
Ela não sabe que seu amor faz mal...
Tortura psicológica.
- Se não é como quero, não presta. Deus não gosta de você. - ela diz.
Ela condena o sexo, mas tem muitos filhos.
Puritana que masturbou o marido no passado, através do bolso da calça.
Fofocas, fofocas, fofocas...
Dona de casa.
Ela nega a si mesmo o que acontece
e acredita na mentira que inventou.
No fundo não sabe o que fez?
Contradição.
Ela feri, sem arrependimentos.
Nada além do que dizer a simples verdade, declamada pela ignorância.
A pessoa que se diz sábia e conhecedora da vida.
Mentiras.
A dor é sua desculpa para não viver
e se lamentar
O que seria dela sem lamentações?
Em sua redoma vive no mundo falso da imaginação.
Sua auto-proteção.
Alter Ego: Isabel Forti - sentimento: Raiva.
08/09/2009 - 14:36h
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Desilusão
A cruz no pescoço de cabeça para baixo.
Ela renegou todos os sentimentos de um bom coração. E congelou a inocência de uma criança que amadureceu cedo demais.
O resquísio da infância presente em brinquedos espalhados pelo quarto.
Por dentro ela é raiva e ódio.
O amor desfalecido no calabouço de sua imaginação.
Ela diz coisas sem pensar. Sem medo de palavras brinca desejando a morte.
Sua, dos outros, tanto faz.
Fatalidade ou não, todos morrem, é o que aprendeu com a vida.
Não acredita em capeta. Pronuncia palavras e expressões agressivas, sem acreditar na energia negativa que podem proporcionar.
A muito tempo, a garotinha não acredita em muitas coisas...
Ela quis que todos morressem, ela quis fugir.
Sentiu o fogo do inferno queimar em si, revelado pela ira descontrolada.
Hoje ela cava a sepultura de familiares e ali enterra o sentimento nobre que um dia existiu por eles.
Confusões psicológicas. Ela desistiu de tudo.
Ela tentou controlar impulsos por uma pessoa.
Seu medo? Perdê-lo.
Ela trocou o amor de mãe pelo namorado.
E ama apenas ele.
Ela trocou o futuro filho pela irmã mais nova.
E aah, ela também a ama.
Ela trocou a idéia de filhos, pela hipótese Cytotec.
Deus por nada.
Alma perdida? Desiludida? Alma desfalecida.
Bebidas ralo abaixo, ela tentou impedir a mãe de destruir o pouco que ainda restava.
Honestidade? Ela tentou ganhar seu espaço e respeito.
Música no ultimo volume? Computador? Meios de se afastar da mãe.
Nada deu certo.
Ela trocou a casa pela faculdade. A família pelos amigos. A administração pelos livros. O psicólogo pelo blog.
Ela teve medo dos motivos, mas hoje já os conheci e defini.
Pedir socorro ajudaria? Ela tem certeza que não.
A menina ressurgiu das cinzas.
A inocência se esvaiu.
Fria. Calculista. Doce. Meiga. Blasé. Individualista. Egocêntrica. Excêntrica. Apaixonada. Emo. Irônica. Sarcástica. Crítica. Criativa. Camaleoa.
A maldade contida dentro de si, vence na maioria das vezes.
Uma pena...
Mas muitos ainda a vêem como um anjo.
Ela convive e doma sentimentos obscuros sozinha.
Camufla o que sente. Quebra objetos dominada pela raiva.
Na escuridão do quarto, ela ouve seus próprios gritos de agonia.
Ela ouve o choro da criança indefesa que não sabe lidar com tantos problemas.
Ela ouve a voz de sua loucura xingando a mãe... Injustiçada pela ditadora, ela quer caminhar sozinha agora...
O amor faleceu. E a familia? Estranhos insanos que apenas convivem juntos.

Texto reformulado dia 25/08/2009 - 01:47h (Ouvindo Confessions of a broken heart - Lindsay Lohan)
Texto original escrito em 05/11/2008
Ela renegou todos os sentimentos de um bom coração. E congelou a inocência de uma criança que amadureceu cedo demais.
O resquísio da infância presente em brinquedos espalhados pelo quarto.
Por dentro ela é raiva e ódio.
O amor desfalecido no calabouço de sua imaginação.
Ela diz coisas sem pensar. Sem medo de palavras brinca desejando a morte.
Sua, dos outros, tanto faz.
Fatalidade ou não, todos morrem, é o que aprendeu com a vida.
Não acredita em capeta. Pronuncia palavras e expressões agressivas, sem acreditar na energia negativa que podem proporcionar.
A muito tempo, a garotinha não acredita em muitas coisas...
Ela quis que todos morressem, ela quis fugir.
Sentiu o fogo do inferno queimar em si, revelado pela ira descontrolada.
Hoje ela cava a sepultura de familiares e ali enterra o sentimento nobre que um dia existiu por eles.
Confusões psicológicas. Ela desistiu de tudo.
Ela tentou controlar impulsos por uma pessoa.
Seu medo? Perdê-lo.
Ela trocou o amor de mãe pelo namorado.
E ama apenas ele.
Ela trocou o futuro filho pela irmã mais nova.
E aah, ela também a ama.
Ela trocou a idéia de filhos, pela hipótese Cytotec.
Deus por nada.
Alma perdida? Desiludida? Alma desfalecida.
Bebidas ralo abaixo, ela tentou impedir a mãe de destruir o pouco que ainda restava.
Honestidade? Ela tentou ganhar seu espaço e respeito.
Música no ultimo volume? Computador? Meios de se afastar da mãe.
Nada deu certo.
Ela trocou a casa pela faculdade. A família pelos amigos. A administração pelos livros. O psicólogo pelo blog.
Ela teve medo dos motivos, mas hoje já os conheci e defini.
Pedir socorro ajudaria? Ela tem certeza que não.
A menina ressurgiu das cinzas.
A inocência se esvaiu.
Fria. Calculista. Doce. Meiga. Blasé. Individualista. Egocêntrica. Excêntrica. Apaixonada. Emo. Irônica. Sarcástica. Crítica. Criativa. Camaleoa.
A maldade contida dentro de si, vence na maioria das vezes.
Uma pena...
Mas muitos ainda a vêem como um anjo.
Ela convive e doma sentimentos obscuros sozinha.
Camufla o que sente. Quebra objetos dominada pela raiva.
Na escuridão do quarto, ela ouve seus próprios gritos de agonia.
Ela ouve o choro da criança indefesa que não sabe lidar com tantos problemas.
Ela ouve a voz de sua loucura xingando a mãe... Injustiçada pela ditadora, ela quer caminhar sozinha agora...
O amor faleceu. E a familia? Estranhos insanos que apenas convivem juntos.

Texto reformulado dia 25/08/2009 - 01:47h (Ouvindo Confessions of a broken heart - Lindsay Lohan)
Texto original escrito em 05/11/2008
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